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Ir. Analia

Dois corações eucarísticos testemunharam-me o amor de Deus Pai

Louvo-te e agradeço-te, Senhor meu Deus, pelos pais que me deste: Pedro Valle Filho e Judith Lucca, filhos de imigrantes italianos. Tiveram oito filhos.
Minha mãe, simples, bondosa e caridosa era dedicada à família numa doação total. Para os necessitados, tinha mãos abertas para doar. Possuía forte espiritualidade. Pertencia ao Apostolado da Oração e ao movimento das Mães Cristãs. Era zelosa para conosco, seus filhos. Acompanhava nossos estudos, catequese e nossa vida eucarística. Era amável e muito querida.

Papai foi um verdadeiro missionário do Pai Celestial. Trabalhador, honesto, congregado mariano e membro atuante das equipes das festas da Igreja. Era nosso catequista e rezava conosco todos os dias. Pertencia ao movimento do Santíssimo Sacramento e tinha sua hora noturna de adoração.
Procurado por muitas pessoas, amigos, parentes, prestava serviços, como: Atender doentes, aplicar injeções, acompanhar ao médico, aconselhar nos negócios, fazer contabilidade... Tinha muita responsabilidade. Era uma alma de escol.
Queridos pais, em resposta a tanto amor e dedicação à missão que receberam de Deus de educar os filhos na fé, e por apoiar-me na escolha da minha vocação à vida Consagrada, eu lhes serei sempre agradecida!

Ir. Anália Valle, ASCJ
Curitiba, PR







Ir. Aparecida

Testemunho Vocacional

“Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu quem vos escolhi”. (Jo 15,16)

A vocação é realmente um mistério. É difícil colocar no papel os desígnios de Deus. Palavras são insuficientes para expressar o que é sentir-se interpelada por Deus a pertencer a Ele total e exclusivamente.

Quando criança, sentia um desejo de ser religiosa, na minha juventude sonhava encontrar um amor perfeito. Foi ai que senti um apelo interior de consagrar a vida a Jesus. Folheando as páginas da Bíblia percebi ter encontrado em Jesus o amor perfeito que procurava e senti o grande amor que Ele tem por mim. “Amei-te com amor eterno, por isso te atrai a mim com misericórdia” (Jr. 31,3). Daquele momento em diante, Jesus não era mais uma idéia, mas uma pessoa. A partir daí, minha vida foi se transformando gradualmente, comecei a pensar diferente, a ver as coisas com outros olhos, passei a amar a vida e as pessoas de uma forma diferente. Minha vida mudou. É impossível fazer a experiência do amor de Deus e continuar sendo a mesma pessoa. “Seduziste-me, Senhor e eu me deixei seduzir”.

Fui correspondendo ao chamado divino no dia-a-dia. O desejo de ser religiosa me impulsionou a dar o primeiro passo. Procurei uma irmã que trabalhava no hospital da cidade onde eu morava. Irmã Maria das Dores, Apóstola do Sagrado Coração de Jesus a qual me acompanhou no discernimento vocacional. Depois de um ano,entrei no instituto.

Mas os nossos desígnios não são os mesmos de Deus. No dia 08/01/1995 eu entraria no instituto. Infelizmente, neste dia, minha mãe faleceu. Como foi difícil acolher a vontade de Deus naquele momento. Éramos uma família muito unida, meu pai foi para mim um exemplo de superação e fé.

Um ano se passou. Eu havia renunciado a idéia de ser religiosa quando, recomecei a sentir o apelo de Deus. Resisti o quanto pude, pelo fato de ter que deixar a família. Mas quando Deus escolhe alguém para ser consagrada a Ele, persiste no chamado. Resolvi fazer o encontro vocacional de uma semana, havia jovens de vários lugares, nesse encontro tive a certeza que Deus me chamava a vida religiosa, mas ao mesmo tempo sentia de deveria ficar mais um ano em casa. Deixar minha família naquele momento seria para eles uma segunda perda.
Foi um ano difícil. Deixar meu pai e meus irmãos era uma decisão que exigia fé e coragem. Eu sabia que eles ainda precisariam de mim. Diante desta escolha comecei a resistir a vocação até o dia que decidi não mais entrar para a vida religiosa, foi então que naquele momento ao abrir a Palavra de Deus e em Jeremias 40,4 dizia: “ E agora, eis que te liberto, hoje, dos grilhões que tens em tuas mãos. Se te parece bom vir comigo para a Babilônia, vem e eu terei os olhos sobre ti.Se não te parece bom vir comigo, deixa. Vê : tens diante de ti toda a terra, vai para onde te parece bom e justo ir”. Naquele momento percebi que Jesus me dava a liberdade de escolha, mas ao mesmo tempo era claro seu desejo de que eu ingressasse na vida religiosa. Foi ai que tomei a decisão de responder ao chamado com todo o meu ser.

Em janeiro de 1997, ingressei no aspirantado do Instituto das Apóstolas do sagrado Coração de Jesus. Os primeiros anos foram difíceis, pois me preocupava com minha família. Com o tempo compreendi que Deus os cuidava, ele se fazia presente, e os protegia. Quando Deus nos chama, dá a graça para responder. Sinto que a promessa de Jesus perdura até hoje, quando em Jeremias disse: “Se queres vir comigo eu terei os olhos sobre ti”. Realmente sua presença me acompanha constantemente em tudo que realizo e sua proteção é única.

Sou Apóstola e tenho uma profunda gratidão a Deus por ter, entre tantas jovens, escolhido-me para lhe pertencer como consagrada. Sou grata também ao Instituto por haver me acolhido e a tantas pessoas que foram um instrumento de Deus em minha vida.

Irmã Aparecida de Lourdes Romani
Curitiba, 20 de julho de 2011




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Última atualização em 02/08/2011.
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