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Coração de Jesus
    O mês de Junho é consagrado ao Sagrado Coração de Jesus. Esta devoção teve grande divulgação, a partir de numa aparição de Jesus, a Santa Margarida Alcoque, a 16 de Junho de 1675, durante uma exposição do Santíssimo Sacramento, e Nosso Senhor descobrindo seu Coração, disse-lhe: " Eis o coração que tanto tem amado aos homens e em recompensa não recebe, da maior parte deles, senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que tem por Mim neste Sacramento de Amor".


Junho é o Mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus


  • Nosso Senhor Jesus Cristo manifestou-se à Santa Margarida Maria Alacoque, jovem religiosa da Ordem da Visitação, para transmitir sua mensagem de misericórdia e confiança, exatamente a 16 de junho de 1675

  • Ela recebeu a missão de divulgar pelo mundo a devoção ao Sagrado Coração. Naquela época a fé cristã passava por momentos difíceis. Margarida Maria foi incompreendida e perseguida.

  • Em 1686, onze anos após a aparição, foi comemorada pela primeira vez a festa do Sagrado Coração de Jesus. Margarida Maria tinha 39 anos.

  • Em 1856, ou seja, 166 anos após seu falecimento, foi instituída oficialmente pela Igreja, a festa do Sagrado Coração de Jesus.

  • Margarida Maria, falecida aos 43 anos, foi canonizada em 1920, tornando-se então, SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE.

  • O Sagrado Coração de Jesus significa AMOR que transborda os limites humanos, calor, abrigo, vida que jorra em abundância e encarna o próprio CRISTO como sentido de VIDA.

  • O Sagrado Coração de Jesus é da devoção dileta das Irmãs da Divina Providência – desde as Irmãs Pioneiras.

  •     Consagremo-nos neste mês ao Coração de Jesus, colocando no seu coração todas as nossas necessidades e agradecimentos por tantos benefícios recebidos.

        Eu consagro ao Sacratíssimo Coração de Jesus a minha pessoa e vida, minhas ações e trabalhos, para empregar-me todo em seu santo amor e glória. É minha firme resolução pertencer-lhe inteiramente, fazer tudo por seu amor e renunciar a tudo aquilo que lhe possa desagradar, pelo que escolho a Vós, Coração amabilíssimo, por, único objeto do meu amor, protetor da minha vida, segurança da minha salvação e refúgio seguro na hora da minha morte. Ó Coração Sagrado, imprimi vosso puro amor tão profundamente em meu coração, que nunca vos possa esquecer, nem separar-me de Vós; fazei, enfim, com que meu nome seja gravado em vosso Coração para sempre, pois em vosso santo serviço quero viver e morrer. Amém.

    Fonte: «O Culto ao Coração de Jesus»
    Segundo cardeal Scheid
    Arcebispo do Rio de Janeiro (Brasil)


    O Culto ao Coração de Jesus

        Sabe-se que o culto ao Coração de Jesus é uma das devoções mais conhecidas pelo nosso povo, das mais profundamente arraigadas e praticadas, haja visto o grande número de associações e congregações, dedicadas ou conexas com o Coração de Cristo. Baste citar, como exemplo, o Apostolado da Oração.

        É bastante longa e bela a evolução histórica do culto ao Coração de Cristo. Origina-se do Antigo Testamento, que coloca o coração como sede da nossa sabedoria, dos afetos e sentimentos, até mesmo como elemento unitivo de todas as manifestações humanas espirituais e intelectuais. Este conceito, de sólidas raízes, deveria ser objeto de reflexões antropológicas e psicológicas. É preciso retê-lo, para se poder entender melhor a profundidade do culto ao Coração de Jesus.

        Em o Novo Testamento, o coração aparece como o centro do conhecimento e da doutrina de Jesus, contrária e oposta à doutrina rígida e sem caridade que os fariseus, e muitos doutores da lei e escribas, ensinavam. Assim, em Mt 11,25-28, no chamado “Hino de Júbilo”, Jesus agradece ao Pai por ter revelado seu mistério aos pequeninos e humildes. Ele veio para que se tomasse conhecimento, através de seu Coração, bem próximo ao povo, do mistério de Deus: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas” (Mt 11,29-30). Portanto, Jesus, assim definindo o seu próprio Coração, nos aponta as disposições evangélicas da mansidão, da humildade, da pequenez, do espírito de serviço. Isto fez com que muitos dos ouvintes se achegassem a Ele mais estreitamente, encontrando uma fonte permanente de paz para sanar as angústias da vida e, ao mesmo tempo, um modelo a imitar em todos os momentos.

        O Evangelho de João relata o evento decisivo, para o qual toda a história de Jesus se encaminha, e que é chamado a sua “Hora”. Quando já tinha entregue “o seu espírito” ao Pai (cf. Jo 19,30), tendo sofrido a morte em sua natureza humana, diz o Evangelho: “Vieram, então, os soldados e quebraram as pernas do primeiro e depois do outro, que fora crucificado com ele. Chegando a Jesus e vendo-O já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados traspassou-lhe o lado com a lança e imediatamente saiu sangue e água” (Jo 19,32-34). Este símbolo do coração aberto indica o termo final da obra redentora de Cristo, ofertada a quem dela quiser se apropriar pela fé. Como já profetizara Isaías: “Com alegria tirareis água das fontes da salvação” (Is 12,3).

        Ensinam os Santos Padres que, dali, nasceram a Igreja, os Sacramentos, enfim, a nova realidade da Redenção. O evangelista, citando o profeta, nos diz: “Olharão para Aquele que traspassaram” ( Jo 19,37 e Zc 12,10). Sim, temos que olhar. Pois só vamos entender Jesus, quando o olharmos todo machucado, estraçalhado e traspassado, depois de ter dado tudo, dá ainda a integridade do seu próprio Coração físico. A natureza humana desfalecera, mas a Pessoa divina continuava agindo!

        Essa contemplação consciente do Coração de Cristo, traspassado, remonta à Idade Média, com a ida dos Cruzados e através das diversas outras peregrinações à Terra Santa, quando entraram em contato com a realidade da vida humana de Jesus. Então, começaram a se concentrar muito na sua Paixão, com todas aquelas terríveis machucaduras: pela flagelação, a coroação de espinhos, as chicotadas e quedas debaixo da cruz e, mais que tudo isso, suas mãos e pés perfurados pelos lancinantes pregos. Surge, assim, a devoção às Santas Chagas do Senhor. Dentre elas, discriminaram o maior significado na chaga central, que resumia todo o Seu sofrimento, chegando ao Coração de Cristo, onde se detiveram: “Olharam para O Traspassado” (cf. Jo 19,37).

        Segue-se a fase dos Santos Padres, dos grandes místicos, Doutores da Sagrada Escritura, que descobriram, concentrada nessa chaga do Coração, a síntese de tudo o que Jesus sofrera e ensinara. Reconheceram, que todos os benefícios da Redenção vieram desse Coração aberto. Assim, desenvolve-se a teologia, a mística e a espiritualidade do Coração de Cristo. A riqueza de Sua interioridade, enquanto Pessoa que ama, que se dá, que chama a si, estava sintetizada, assinalada, porque a chaga, mesmo depois que Jesus ressuscitara, continuou ali, manifestamente fascinante. Então, a interioridade de Jesus começou a ser analisada a partir dessa chaga, momento final de sua história terrena, enquanto obra de salvação, com o desfecho da Ressurreição e da vinda do Espírito Santo.

        Um número cada vez maior de santos e santas foi aderindo a essa espiritualidade. Nos tempos mais recentes temos Santa Margarida Maria, Santa Gertrudes, Santa Matilde, o Beato Colombière, e tantos outros. A Escola dos jesuítas, a Escola do Cardeal De Berozze, muito conhecida na França, fizeram com que a devoção ao Coração de Jesus fosse quase que central, dentre as devoções que havia em torno da Pessoa de Jesus e do Seu Mistério. Dizia-se: “No Coração, ali assinalado, nós hoje encontramos um símbolo efetivo da Redenção toda”. Por isso mesmo, começa-se a dizer que o Coração, assim machucado, nos mostra todo o seu amor. Mas o amor de Cristo não se apresenta só “machucado” pela ingratidão dos homens; lá está manifesto o amor que o Pai e o Espírito Santo têm por nós. A história humana desse amor teve o seu ponto culminante na abertura do seu Coração traspassado - doação plena e final, resumo feliz de sua vida terrena.

        Quando dizemos que nosso coração pertence a alguém, isto pode significar muito. Mas se nosso coração estivesse aberto, machucado por amor de outro, seria sinal de um amor bem maior. É o que Jesus nos oferece em seu Coração, convidando-nos a nos achegarmos a Ele: “Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo e eu vos darei descanso“ (Mt 11,28).

        Evidentemente, para chegar ao Coração de Cristo, isto é, a seu amoroso mistério interior, é preciso percorrer o caminho da assimilação a Ele e de suas qualidades e exemplos. E, quanto mais os nossos corações se tornarem semelhantes ao dEle, tanto mais nós conseguiremos haurir desta fonte extraordinária do seu amor a força para termos um coração novo, um coração humano, sensível, que ama, que se doa e que sabe a razão de suas atitudes perante todos os demais (cf. Ez 11,19).

        Além de manifestar o que Cristo é, Pessoa que se fez homem como nós, seu Coração nos revela o próprio mistério do amor do Pai e do Espírito Santo. Este amor do Espírito Santo, nós o conhecemos quando ilumina e acalenta. Seu agir, desdobrando-se em obras de salvação, contemplamos no Cristo, como espelho que reflete a eterna comunhão trinitária. Todo o amor que a Trindade tem por nós é comprovado nesse gesto, “louco” para os limitados critérios humanos, mas simbolismo efetivo para os que têm fé.

        O Coração que se abre denota o segredo, amplamente revelado para os que se achegam. E é preciso achegar-se a esse Coração, ao mistério interior da Pessoa de Cristo que ama, para que nosso coração, muitas vezes frio, descrente, como que de pedra (cf. Ez 11,19), possa tornar-se um coração sensível, cristão, cristificado, semelhante ao Coração dEle. É preciso contemplar esse Coração traspassado para encontrar o meio de chegar ao “coração novo” do “homem novo”: transformado.

    Cardeal D. Eusébio Oscar Scheid
    Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro

        Em junho de 1675 - o Sagrado Coração de Jesus volta a queixar-se da ingratidão, e pede que se estabeleça na sexta-feira seguinte à oitava do Corpo de Deus, a festa de seu Coração. Santa Margarida Maria passou por provas muito dolorosas: a sua comunidade se dividiu, tinham-na como alucinada, histérica; impuseram-lhe penitências públicas, foi proibida de comungar e fazer oração. Foi tentada com desconfiança, gula e luxúria. As suas últimas palavras foram: "Não necessito de nada senão de Deus". Morreu em 17 de outubro de 1690. Foi canolizada em 1929 por Bento XV e a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus triunfou através da pequenez de Sua serva.


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    Última atualização em 25/05/2012.
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